novembro 21, 2006

Love Will Tear Us Apart



When the routine bites hard
And ambitions are low
And the resentment rides high
But emotions wont grow
And were changing our ways,
Taking different roads
Then love, love will tear us apart again

Why is the bedroom so cold
Turned away on your side?
Is my timing that flawed,
Our respect run so dry?
Yet theres still this appeal
That weve kept through our lives
Love, love will tear us apart again

Do you cry out in your sleep
All my failings expose?
Get a taste in my mouth
As desperation takes hold
Is it something so good
Just cant function no more?
When love, love will tear us apart again

julho 16, 2005

Logo Além

Para os meus amigos lisboetas que se aventurem pelas estradas do Alentejo e necessitem de pedir informações sobre as distâncias tenham em conta que logo além é uma unidade de medida de comprimento, muito utilizada no Alentejo, que varia entre 50 metros e 100 quilómetros, mais coisa menos coisa. Portanto, sempre que alguém vos indicar uma direcção apontando o dedo e dizendo: Isso é logo além! Já sabem que, andando nessa direcção, mais cedo ou mais tarde vão encontrar o local.

maio 06, 2005

Lagartagem

Parabens lagartagem!
Ontem até este vosso amigo lampião sabia porque não ficava em casa.
Por falar nisso, não posso mesmo ficar em casa, vou bulir.

março 28, 2005

Deixe os seus filhos com a RTP e fique descansado.

Ao ouvir esta frase, ou outra diferente na forma mas semelhante no conteúdo, num filme publicitário fiquei um pouco indignado com a desfaçatez da televisão pública. O que levará um canal de televisão a recorrer a este tipo de publicidade?
Na minha mente, talvez um pouco perversa, imaginei logo um dealer a apregoa uma droga que deixa os filhos entorpecidos a vegetar em frente ao ecrãs, libertando os pais da árdua tarefa de os educar. Como se não bastasse já a contribuição do capitalismo desenfreado para cavar um fosso entre pais e filhos, com a sua competitividade e os seus horários cada vez mais flexíveis. Flexibilidade essa que se ajusta, não às exigências da vida familiar, mas sim às necessidades das empresas. Agora, no pouco tempo que resta às famílias para o convívio, ainda nos surge esta droga legal que tenta os pais explorando as suas fragilidade que, no estado de exaustão com que chegam a casa, se deixam seduzir por a milagrosa solução chamada TV.

fevereiro 24, 2005

Psicologismo

Cansado de politiquices, aqui vai um post sobre Psicologia, uma coisa na qual, em tempos, ainda me pensei meter. Mas depois como tinha um nome parecido fui para Sociologia. É assim a vida, qualquer dia sou sociólogo, e tudo isso se deve ao facto de Sociologia rimar com Psicologia.

A Psicologia é interessante mas, por vezes, acho que o “pessoal” – não necessariamente os psicólogos, mas toda a “malta” que, através do processo de socialização, tem em si incorporadas as estruturas ideológicas individualistas e “individualizantes” da nossa sociedade – exagera um pouco e acaba por cair no psicologismo, ou seja, na redução da explicação de fenómenos sociais complexos e objectivos à esfera da subjectividade, das vontades, dos interesses e das limitações individuais.

“Entre os factores objectivos e subjectivos (…) a psicologia privilegia os últimos; perspectiva que, de um lado, está de acordo com o seu objecto, ou seja, o indivíduo, e, de outro, põe-se em desacordo com ele, na medida em que atribui exclusivamente ao indivíduo seus impedimentos, fracassos, desempenhos e realizações. Daí, sob a óptica da teoria crítica, a psicologia padecer da contradição, insolúvel na sociedade burguesa, de defesa do indivíduo e também de responsabilizá-lo solenemente por suas acções.
Ao abstrair as condições objectivas que determinam a conduta humana, a psicologia converte-se em ideologia. Em parte, a subordinação ou a abstracção da objectividade explica a insistência de diversas teorias psicológicas propugnarem o isolamento do indivíduo das circunstâncias em que efectivamente se comporta, fomentando assim um recorrente modo de agir sobre o indivíduo, aqui provocativamente
denominado de clinicalismo[1].”[2].
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[1] Esse termo, aplicado por mim (Odair Sass) e outros psicólogos, em discussões acerca do papel social do psicólogo, em meados da década de 1990, visava justamente à crítica do recurso desenfreado de isolamento do indivíduo sob o argumento de tentar ajudá-lo a "superar suas próprias dificuldades", "ser adaptado às situações adversas", e por aí afora; recurso mais ou menos independente das bases teóricas que os profissionais juravam compartilhar. Distinguíamos, por certo, o que chamávamos de clinicalismo da perspectiva clínica (individual ou grupal) de tratamento psicológico, consagrada desde a origem da psicologia moderna.
[2] SASS, Odair. Problemas da educação: o caso da psicopedagogia. Educ. Soc., dez. 2003, vol.24, no.85, p.1363-1373

fevereiro 21, 2005

FREGUESIA - LONGUEIRA/ALMOGRAVE

PS
331 votos
53,30%

PPD/PSD
162 votos
26,09%

PCP-PEV
43 votos
6,92%

CDS-PP
30 votos
4,83%

B.E.
22 votos
3,54%

fevereiro 18, 2005

Propostas electrizantes

Pensando que não perdia nada em não assistir ao debate decidi passar algum tempo a estudar. As frequências de Sociologia da Educação e SIOT assim o exigiam. Mais tarde, na companhia de alguns colegas que me elucidaram sobre as propostas do Dr. Portas, resolvi vender os livros de Bourdieu, Giddens, Touraine e companhia, com esse dinheiro já posso comprar uns metros de fio, disjuntores, quadros, lâmpadas e um busca-pólos.

Assim, se o Dr. Portas abrir uma nova empresa de sondagens depois das eleições, talvez me contrate para instalar a luz lá no do sítio.